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Diagnóstico por camadas

Sintomas conhecidos, causas confirmadas e uma ordem segura para investigar o rogpOS.

Uma falha visível raramente revela sozinha a camada que falhou. Tela preta pode significar boot interrompido, perfil de painel incorreto, sessão DRM inválida ou um quadro produzido que nunca chegou ao vidro. Por isso, o diagnóstico começa pela última evidência confiável, não pelo componente mais fácil de trocar.

Regra de trabalho: uma saída limpa do processo não prova que a tela exibiu a imagem. Um teste no computador também não substitui a validação no portátil.

A ordem de investigação

  1. Fixe o alvo. Registre aparelho, revisão, DTB ativo, hashes e versão do sistema.
  2. Localize a última camada viva. LED, serial, banner do U-Boot, início do kernel, montagem do sistema, abertura da sessão DRM e apresentação do primeiro quadro são marcos diferentes.
  3. Meça antes de alterar. Preserve o log mínimo que diferencia duas hipóteses.
  4. Mude uma variável. Refaça o mesmo teste e compare a evidência.
  5. Valide no hardware. Tela, controles, áudio e sessão de jogo precisam ser observados no aparelho do perfil.

Problemas que já ensinaram algo

Reinício antes do kernel

Em uma variante R36S v12, a descompressão ZSTD pareceu ser a causa do reinício. A investigação isolou outra origem: uma reserva de memória segura BL32/TOS ausente naquela combinação de boot. O ZSTD apenas foi o primeiro consumidor a tocar a região problemática. Reservar a memória interrompeu o reset no teste físico; isso não certificou, por si só, a saída visual.

Lição: o ponto onde o erro aparece pode ser apenas o primeiro observador do defeito.

Sistema executa, mas o vidro permanece preto

Houve sessão em que SDL com KMSDRM/GLES2 produziu quadros e encerrou sem erro, enquanto a tela física continuou preta. Em outra frente, o importador do perfil havia descartado polaridades com valor zero, embora zero fosse um valor explícito e válido.

Lição: preserve valores explícitos, inclusive zero, e trate renderizou e ficou visível como evidências distintas.

Combinação tecnicamente válida, mas não homologada

Uma montagem passou pela validação estática e ainda assim apresentou tela preta e reinício no R36S. Hash e proveniência confirmavam os bytes, mas não a compatibilidade física daquela combinação de loader, trust, U-Boot, kernel, DTB e módulos.

Lição: integridade responde “é o arquivo esperado?”. Homologação responde “funciona neste hardware?”. São perguntas diferentes.

Árvore rápida

Evidência observadaCamada inicialPróxima prova útil
Sem energia, LED ou serialBase física e boot inicialAlimentação, mídia e primeiros bytes do boot
U-Boot aparece, kernel não iniciaInicializaçãoEndereços, reservas de memória e artefatos do conjunto
Kernel inicia, sistema não montaKernel e rootfsDispositivo de bloco, módulos e montagem
Interface abre, tela não mostraPerfil, DRM e painelDRM master, conector, modo, polaridades e teste visual
Menu funciona, jogo falhaNúcleo, conteúdo ou configuraçãoLog da sessão, núcleo selecionado e arquivo de entrada
Jogo abre com ritmo ruimDesempenhoFPS real, frametime, áudio, temperatura e perfil ativo

Como registrar uma solução

Um registro útil contém: sintoma reproduzível, alvo exato, última camada comprovada, hipótese descartada, alteração mínima, resultado antes e depois e estado da validação física. Se ainda falta teste no aparelho, escreva isso de forma explícita. “Passou no host” não deve virar “corrigido no hardware”.

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